segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sessão de exorcismo.



Poderia ser mais uma chegada qualquer em casa depois de um encontro com uma amiga.
Mas hoje foi diferente.
O Zico fez festa como sempre, abri a geladeira e peguei um vinho, dei risada ao receber  um torpedo da minha irmã que dizia: "Como vc estava gorda em 2005! Estou vendo fotos antigas do meu aniversário. Parabéns vc está ótima.", me joguei no sofá branco com o vinho, liguei o computador e resolvi passar tudo a limpo... reli todos os e-mails e por um instante tive vontade de cobrar uma "promessa" que dizia: AMIGOS PARA SEMPRE... é, não restou nada disso, revi as fotos do casamento... dele e dela, revi o vídeo, revi também o vídeo gravado no show que nos "conhecemos", lembrei de conversas no telefone, lembrei de conversas no MSN, lembrei de conversas cara a cara, dos passeios, dos almoços, do sexo, da pegada, do beijo, da mão no meu cabelo na fila do Mc Donald's, ouvi as canções do CD que gravei para ele e não entreguei...
Aproveitei que estava sentada e coloquei minha cabeça entre os meus joelho e chorei... chorei pra renovar, chorei porque doeu, chorei porque tive raiva de mim, chorei porque amei, chorei porque nunca mais vou chorar por ele.
Coloquei uma música, que pra mim é a nossa música na maior altura (Uirapuru - Fino Coletivo), dei risada da minha idiotice até me sentir pequena e insignificante, incapaz e desnecessária...
Desejei um recomeço impossível, pela primeira vez desejei também que ele não fosse casado, desejei não ser tão egoísta...
Queria os olhos pequenos, o sol que HÁ naquele sorriso, a cara amarrada, o rosto às vezes cansado da estrada...
Saudade de ouvir meu telefone tocar e a voz doce invadir meu ouvido e meus poros..

POR QUE TODA ESSA MERDA TINHA QUE ACONTECER? POR QUE?
POR QUE ELE É MAIS UM IDIOTA DESPREZÍVEL? POR QUE?
POR QUE EU FUI GOSTAR DE ALGUÉM COMO ELE?

Nunca vou saber... 
Vivo meus dias de férias buscando ocupar todo esse ócio quando na verdade queria estar acordando cedo pra dar uma volta na Lagoa, buscar as frutas na Cobal de Humaitá e comprar um girassol amarelo, levá-lo e buscá-lo no aeroporto (mas também ser empurrada no carrinho de mala), arrumar a casa antes dele chegar, aconchegar a cama antes de preparar um banho, arrumar o cabelo, usar meu melhor vestido, cuidar da geladeira (preciso fazer isso na minha amanhã, inclusive), regar as plantas, mandar um torpedo de saudade, deixar bilhetes apaixonados na cabeceira da cama antes de ir trabalhar no Flamengo, ir a um bom cinema e restaurante, pedalar pela orla, sorrir ao sol...

Assumo! Com esse cara eu quis rotina, promessas de felicidade e fidelidade, amor público e declarado, andar em frente, ver os cabelos ficarem brancos e a coluna curvada... lembrar do remédio de memória para ele nunca me esquecer, vê-lo esquentar água para colocar nos pés quando eu estivesse gripada, ter ou não filhos, cachorros grandes ou pequenos, almoço em família domingo, amigo oculto no Natal, café na madrugada, cafuné, parceria quando a idade chegasse, risada na varanda da casa da Carô no Guarujá, risadas na nossa varanda, divisão de medos, diminuição de conflitos, abraços apertados seguidos de declarações do tipo: "não larga da minha mão nunca"...

Mas, ele fica em 2009, não posso seguir com ele aqui, permeando sonhos e desejos... 

"pode ser cruel a eternidade"


domingo, 27 de dezembro de 2009

Do que não deve ser dito na noite de Reveillon.

Sinceramente não dá... tem que rolar um balanço do ano.
2009 foi um ano tenso, mas cheio de alegrias.

Na virada de 2008 para 2009, eu e algumas amigas estávamos nos preparando para uma virada na vida, mais que necessária; mestrado, pós-graduação, mudança de cidade e muitos anseios... assim foi permeada nossa noite. Pra finalizar, assistimos Sob o Sol da Toscana e o ano novo ganhou um gás extra.
Me mudei para São Paulo dia 4 de janeiro, buscando uma nova vida, um novo rumo para minha profissão (que só se tornou oficial dia 26 de fevereiro)... não foi bem como eu imaginei, mas foi a melhor experiência da minha vida.
No dia 17 de janeiro no Guarujá, um dos meus desejos de Reveillon foram atendidos de certa forma. Lembro bem de naquela noite pedir a Deus um amor, surfista e carioca...rs, mesmo sendo em São Paulo, aconteceu.
Foi dia 17 de janeiro que começou a minha mais confusa, intensa e dramática história de amor.
Eu deveria ter sido mais específica no meu pedido: ele veio com um defeito, era casado.
Tentei fugi mas um dia não deu mais... e aquele amor de verão só terminou na primavera (com um toque de dramalhão mexicano de quinta categoria!).
Nem quero entrar em muitos detalhes não, mas essa história me ensinou um milhão de coisas. Eu lembro dele e sinto uma saudade imensurável, mas vou vivendo perfeitamente bem.
Em 2009 eu também me formei, mudei de apartamento, revi amigos queridos, fiz uma grande besteira que me faz perder o sono, me formei, comecei a trabalhar com o que mais amo nessa vida, percebi quem são as minhas amigas parceiras nessa vida, curti muito, emagreci 11 kilos, sorri mais... apesar dos pesares.
Enfim, tomarei mais cuidado com o que eu pedir na noite de Reveillon, além do mais, eu e mais 2 amigas prometemos que não mais tocaremos no nome dos caras que aprontaram com a gente esse ano que está para acabar: Adeus J., B. e V. Perderam!
Feliz 2010! Dias de sol amarelos e muito mar!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Ah... o Natal!



Preciso confessar uma coisa: EU AMO O NATAL!
Amo tudo que o cerca.. a troca com a família, as saídas para comprar presentes, embrulhar os presentes, montar a árvore...
Mas meu sonho de Natal é uma árvore de pinheiro de verdade, dentro de uma casa com um pé direito enorme, amigos e familiares por todos os lados ajudando a montá-la
Bom, minha estória de Natal sempre me remete ao momento em que descobri que Papai Noel não existia, não foi nada trumático. Foi ai que eu comecei a achar que os pais tem poderes hehehehe.
Ontem foi uma delícia encontrar todos... fica a saudade da família do Rio, de Salvador e de Minas. Mas estamos juntos em pensamento sempre.
Ah... e se eu amo o Natal... o Reveillon eu nem sei dimensionar!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Do que eu queria te entregar

Queria te entregar toda a coragem que eu tenho de sobra ... e que tanto te falta.
Para corrermos juntos por uma praia qualquer ou pra vc me empurrar no carrinho do aeroporto entre uma ou outra de suas tantas viagens.
Será que isso tiraria o semblante tão pesado que vejo em ti? Que me falam de ti?
Orgulho nunca venceu nada.
Hoje minha maior vontade é pegar o telefone e te dizer:
-Oi, eu continuo aqui. Mas movimente-se, não quero que o tempo me leve de vc.

Queremos muito, mas fizemos pouco. Tudo em nós foi limitado.
Mas queríamos o ilimitado. O prazeroso.
A juventude. A vida.
O mundo era um lugar muito sem graça antes da gente se encontrar, os sorrisos não tinham tantos ruídos e as lágrimas caíam com mais facilidade.
Sua ausência dói tanto que eu não sei a que compará-la.

Estou vivendo outra história, mas a falta que eu tenho do sol que vc tem no seu sorriso... só eu sei.
Amanhã vou comprar um girassol amarelo, rezar mais, tentar tirar vc daqui um pouco; só pra eu respirar...

Te desejo coragem, felicidade e que vc um dia resolva voltar... me liga em casa pq mudei de celular.

Eu encaro tudo que vc precisar, eu me transformo na mulher mais forte do mundo e enfrento qualquer um!!!!!
Vc nunca saiu daqui, desde o dia 17 de janeiro! Eu durmo e acordo pensando em vc, me recuperando da saudade constante pra poder ter um dia normal...
Eu sinto falta das divisões. Do seu beijo. Do seu carinho. Da sua mão no meu cabelo. De dormir do seu lado e a qualquer momento me movimentar e sua mão me alcançar

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Um dia eu páro de delirar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Do que fica para a próxima... para o próximo.

Em 2010 vou olhar nos olhos e dizer: TE AMO.
Fui covarde demais em 2009, mandei por e-mail e ele jamais saberá o tamanho dessa verdade.
O tamanho da minha luta diária para entregar esse amor tão acumulado para outro...

“Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro”.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


Hoje eu queria escrever um texto "daqueles" depois do que me aconteceu sábado...
Mas só consigo chorar na frente dessa tela.
Sabe Fabi, eu sou muito egoísta quando o assunto é você.
Você sabe que não sou a amiga grude que não deixa vocês respirarem, muito pelo contrário, às vezes até me acho omissa demais em algumas questões.
Fabi, a verdade e todas as lágrimas que estão caindo agora, se pudessem escrever algo, escreveriam teu nome.
Eu passi o fim de semana todinho com as meninas da nossa turma: Náira, Aline, Mariana, Lorena, Nina, Fernada e Beta... mas é com vc que eu grito com a cabeça pra fora do carro, era vc que vinha correndo me abraçar se eu chorasse, era com vc que "UH! MONOBLOCO" tinha aquela energia incomparável capaz de curar as dores da nossa alma.
Me perdoa pelo meu egoísmo de te querer aqui pra gente não fazer nada e só depois pegar um cineminha.
Me perdoa por te pedir pra acabar a merda desse curso e voltar, pq eu e João precisamos de vc de verdade.
Me perdoa por te pedir tantas coisas.
Venha na primavera pq é minha madrinha de casamento e madrinha do João Marcelo!

Te amo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Das coisas que não devem ser ditas.

Hoje me peguei pensando que o meu grande erro esse ano, foi falar demais.
Falar demais de um sentimento, falar demais das dores da alma... falar além da conta mesmo.
E por ter falado demais, me precebi mais racional, e toda essa minha racionalidade serviu para matar muita coisa. é que diferente de muitas pessoas, eu não consigo fingir que meu mundinho é cor de rosa, tapar os olhos e imaginar que quem está do meu lado me ama incondicionalmente... ou que amo incondicionalmente, viver essas pequenas mentiras diárias...
Foram tantas porradas, tantas... que hoje acho que nada mais me machuca... a morte do meu primeiro amor, o apartamento que não foi comprado pq na hora do "sim" aquele cara desistiu, o telefone que não tocou por duas semanas pq outro cara já estava namorando outra, o cara simpático e educado que já era casado... preciso de mais?
SIM, EU PRECISO!
Porque eu amo o fato de estar viva, porque eu amo o fato de não estr dando certo e procurar uma melhora considerável.
O mundo é muito foda, as pessoas vão te decepcionar, arrancar um pedaço de vc e deixar um buraco a mercê da sorte. Sim, isso vai acontecer, mas me trancar em casa e fingir que "tudo vai indo bem" não me salvará.
O último cara antes do Artur recebeu por e-mail: Seja feliz. Mas saiba que te amei. Muito.
E amei mesmo... foi louco, rápido, aventureiro (como meu ascendente em sagitário)... mas foi real, foi sincero e tudo isso sem poder... e mesmo assim não foi menos ou morno.
Talvez eu não devesse ter dito para ele sobre o amor, mas sabe aquelas coisas que não precisam ser ditas? Mesmo sem eu falar, sei que ele já sabia.
Mas ainda assim eu disse.

E agora eu espero mais vida... por cima, por baixo, pelos lados, por dentro...
Porque agora não apenas digo... eu desfruto, eu toco, amo, cheiro, afago....
Porque o dia de amanhã eu pouco sei... mas enquanto eu souber que o tenho por aqui, terei intensamente.
#4 ... amo!

“E há uma grande vontade de viver, todo o nosso ser pede para viver, e, inflamado com a esperança mais ardente, mais cega, o nosso coração parece desafiar o futuro, com todo o seu mistério, com todo o desconhecido, ainda que em tempestades e tormentas, contanto que isso seja vida!”

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Das coisas necessárias

Com o tempo, vou percebendo e aceitando com mais tranquilidade o acaso, o que "tinha de ser", o destino.
Aprendi relevar certas coisas, a engolir outras, a seguir de forme mais leve.
Aprendi que o fato de uma história não ter acabdo como eu queria, não significa que ela não tenha sido linda... enquanto "tinha de ser".
Aprendi a gostar dessa constância de aprendizagens...
O lance é pegar o melhor ângulo, independente de onde estejamos.
Aprendi que tudo é uma questão de escolha.
Felicidade é questão de escolha.
Um bom sorriso de manhã, capaz de contagiar todo o meu dia, é questão de escolha...

Viver é leve...

e com aquele sorriso junto ao meu é mais leve ainda...
#4

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sonhei que o telefone tocava e era ele.
Acordei com saudade de quando isso era verdade.

E me puni o dia inteirinho por conta disso.
Engraçado que depois de um tempo, depois de outro cara, a gente sente saudade e não pode achar tão normal assim.
O grande lance é seguir mesmo.
A saudade já até passou...
partiu, partindo...

domingo, 22 de novembro de 2009

Do que sou

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Me descobri amiga demais, mas de poucos, de pessoas raras...

Estou com muita saudade da Fabi ... e ela foi embora ontem...
A despedida mesmo foi no show do Monobloco, choramos abraçadas quando uma canção tocou...

te amo Roxa. Beijoo, Amarela


Desculpa, se eu ainda continuar chorando baixinho, se eu precisar do colo de um desconhecido para me amparar, se eu passar o resto dos meus dias me perguntando se foi uma distração toda essa solidão agora.

Vou passar a tomar café amargo numa tentativa desesperada de tentar entender essa vida doce, depressa demais para o meu desgosto.

Perdoa-me o egoísmo de não saber como vou fazer sem você aqui iluminando com seu sorriso os meus dias nessa cidade cheia de concreto. Ou para onde vou correr se, de repente, começar a garoar. E quando fizer frio? Você sabe como Brasília pode ser gelada mesmo aos 30ºC... Vou pedir calor humano pra quem? Que abraço vai me fazer sentir bem?

Dos nossos sonhos, dos nossos planos, das nossas piadas-internas? Faço quê? Guardo tudo para mim ou espalho para o resto do mundo?

Conversas dentro do carro indo para o Parque da Cidade, telefonemas no meio da tarde para saber se está tudo bem, e-mails, nossas conversas off-line de madrugada no MSN... Falamos tanto, abrimos o coração, confessamos os medos, revelamos os sonhos, mas ainda havia tanto a ser dito. E, agora, será que está tudo pairando no ar?

Estou com medo. De repente, me sinto mais uma na multidão de solitários, sem rumo, perdidos nessa cidade onde tudo é meio ilusão. Mas, olha, te prometo que usarei roxo, sua cor preferida em todos os tons. Será que assim você vai continuar me fazendo companhia?

Mas, para além da inevitável lamentação, fique principalmente com minha gratidão. Por ter me ajudado a sobreviver à "aglomerada solidão" de Brasília, uma pena antes não termos ido a praia, pra eu te apresntar a feira hippie de Ipanema, o posto 5 em Copacabana... pena não termos ido também a São Paulo e vc não conhecer a Praça Benedito Calixto, o Guarujá... tanta coisa Babi, mas ao menos tivemos Detonautas e o Pitito nos carregou para o camarim do Monobloco (inclusive desconfio que o Pitito não exista, como pode ser tão querido?). Foi legal ter você aqui para vibrar com minhas vitórias e por comemorar o seu sucesso comigo. Por ter me deixado sempre à vontade para te abraçar e dizer o quanto eu te adorava.

Obrigada por junto comigo ter dançado Dominó na casa da Lo, curtido o bom e velho rock’n’roll com Detonautas e feito todas as coisas que a gente gosta. Além da saudade, fica a certeza de que ser feliz fez parte do nosso show, garotinha!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

.Obrigada.




Preciso repousar minhas linhas..
preciso repousar meu coração.
Obrigada a quem já veio aqui algum dia...
A quem dividiu linhas e mais... momentos comigo...
Principalmente Glau e Cris...
Quem sabe eu volte, quando a felicidade deixar de ser um produto da classe burguesa e o amor for algo mais do que um felizes para sempre na última página de um livro.