Me descobri amiga demais, mas de poucos, de pessoas raras...
Estou com muita saudade da Fabi ... e ela foi embora ontem...
A despedida mesmo foi no show do Monobloco, choramos abraçadas quando uma canção tocou...
te amo Roxa. Beijoo, Amarela
Desculpa, se eu ainda continuar chorando baixinho, se eu precisar do colo de um desconhecido para me amparar, se eu passar o resto dos meus dias me perguntando se foi uma distração toda essa solidão agora.
Vou passar a tomar café amargo numa tentativa desesperada de tentar entender essa vida doce, depressa demais para o meu desgosto.
Perdoa-me o egoísmo de não saber como vou fazer sem você aqui iluminando com seu sorriso os meus dias nessa cidade cheia de concreto. Ou para onde vou correr se, de repente, começar a garoar. E quando fizer frio? Você sabe como Brasília pode ser gelada mesmo aos 30ºC... Vou pedir calor humano pra quem? Que abraço vai me fazer sentir bem?
Dos nossos sonhos, dos nossos planos, das nossas piadas-internas? Faço quê? Guardo tudo para mim ou espalho para o resto do mundo?
Conversas dentro do carro indo para o Parque da Cidade, telefonemas no meio da tarde para saber se está tudo bem, e-mails, nossas conversas off-line de madrugada no MSN... Falamos tanto, abrimos o coração, confessamos os medos, revelamos os sonhos, mas ainda havia tanto a ser dito. E, agora, será que está tudo pairando no ar?
Estou com medo. De repente, me sinto mais uma na multidão de solitários, sem rumo, perdidos nessa cidade onde tudo é meio ilusão. Mas, olha, te prometo que usarei roxo, sua cor preferida em todos os tons. Será que assim você vai continuar me fazendo companhia?
Mas, para além da inevitável lamentação, fique principalmente com minha gratidão. Por ter me ajudado a sobreviver à "aglomerada solidão" de Brasília, uma pena antes não termos ido a praia, pra eu te apresntar a feira hippie de Ipanema, o posto 5 em Copacabana... pena não termos ido também a São Paulo e vc não conhecer a Praça Benedito Calixto, o Guarujá... tanta coisa Babi, mas ao menos tivemos Detonautas e o Pitito nos carregou para o camarim do Monobloco (inclusive desconfio que o Pitito não exista, como pode ser tão querido?). Foi legal ter você aqui para vibrar com minhas vitórias e por comemorar o seu sucesso comigo. Por ter me deixado sempre à vontade para te abraçar e dizer o quanto eu te adorava.
Obrigada por junto comigo ter dançado Dominó na casa da Lo, curtido o bom e velho rock’n’roll com Detonautas e feito todas as coisas que a gente gosta. Além da saudade, fica a certeza de que ser feliz fez parte do nosso show, garotinha!
SONHOS SIMPLES
terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
(re)volta
Fui até onde consegui.
Como tudo que faço, vou até onde me é permitido.
Mas dessa vez, eu vou dar essa carta.
Sou feita disso... de linhas, de palavras e não quero mais esse silêncio ensurdecedor.
Esse vazio cheio de coisas não ditas.
Vamos que vamos, porque meus sonhos continuam simples... SIM!
Eu te dou um tempo. O tempo que for preciso. Eu dou. Não importa. Mas uma coisa sigo à risca: o tempo passa e a vida muda. As intenções mudam. Os sonhos, os desejos, os medos, as (in)certezas. Muda-se o preço do pão, as dez mais bonitas, as tecnologias, as tendências, as circunstâncias, o clima lá fora. Eu mudo, você muda, eles mudam. Tudo muda o tempo todo. Às vezes a dúvida nos rouba o sono e o relógio desgasta o pensamento e o coração. Mas - relaxa! - o tempo cura. O tempo resolve. O tempo é o melhor remédio. E enquanto eu tiver perguntas, continuarei à escrever. Assim, como sempre fiz. Ditando frases. Indagando a letra. Guardando pensamentos no fundo da gaveta para - quem sabe? - um dia transformá-los em papel. Guardo o melhor de mim nas minhas palavras. Não quero um amor forçado. Não quero programar uma vida inteira e me importar tanto com o desnecessário. Depois de tanta procura, eu encontrei o mais fiel e sincero fruto de todos os amores impossíveis que já tive: por mim mesma. Me apaixonei pelas minhas falhas, pelos meus tantos tons e pausas. E, por favor, me deixa aproveitar esse MEU momento. Me deixa te fazer enxergar que eu não sou descartável e que eu me amo! Pode rir, eu não me importo! (Não mais!). Não vou fingir ser o que não sou. Não sei até onde eu vou. Não sei o quanto eu aguento. Não conheço meus limites e meus medos. Tenho pouca regra. Mas eu não posso mais me enganar. Não posso fingir que a vida anda um conto de fadas, que eu não me importo com a MINHA PELE, que estou sempre com a alegria estampada na cara e o café na mesa. Não posso. Não quero. Não suporto. Eu não sou sempre ponto de apoio e referência. Tenho uma paciência mínima pra esperar e não nasci pra dar sem receber. Não nasci pra receber pouco e me contentar com pouco. Eu quero muito, eu tenho muito aqui dentro e não vou mais me submeter a histórias mal-contadas e falta de compromisso. Pode parecer bobagem, mas eu tenho um coração que ainda bate (sabia?), um coração que ama, sofre, chora e sente. Um coração que um dia quase acreditou no seu olhar de promessas e na sua meia-verdade. Sim, eu dei meu coração de bandeja. Sonhei, fiz planos, depositei as minhas melhores intenções e o meu melhor sorriso em você. Mas não tem nada, não. O tempo está em nossas mãos, escorre entre os dedos e tem a solução para todos os nossos problemas.
Ah, mas - quer saber? - a verdade é que a solução tá dentro da gente. Porque o tempo corre. E a vida me chama!
Como tudo que faço, vou até onde me é permitido.
Mas dessa vez, eu vou dar essa carta.
Sou feita disso... de linhas, de palavras e não quero mais esse silêncio ensurdecedor.
Esse vazio cheio de coisas não ditas.
Vamos que vamos, porque meus sonhos continuam simples... SIM!
Eu te dou um tempo. O tempo que for preciso. Eu dou. Não importa. Mas uma coisa sigo à risca: o tempo passa e a vida muda. As intenções mudam. Os sonhos, os desejos, os medos, as (in)certezas. Muda-se o preço do pão, as dez mais bonitas, as tecnologias, as tendências, as circunstâncias, o clima lá fora. Eu mudo, você muda, eles mudam. Tudo muda o tempo todo. Às vezes a dúvida nos rouba o sono e o relógio desgasta o pensamento e o coração. Mas - relaxa! - o tempo cura. O tempo resolve. O tempo é o melhor remédio. E enquanto eu tiver perguntas, continuarei à escrever. Assim, como sempre fiz. Ditando frases. Indagando a letra. Guardando pensamentos no fundo da gaveta para - quem sabe? - um dia transformá-los em papel. Guardo o melhor de mim nas minhas palavras. Não quero um amor forçado. Não quero programar uma vida inteira e me importar tanto com o desnecessário. Depois de tanta procura, eu encontrei o mais fiel e sincero fruto de todos os amores impossíveis que já tive: por mim mesma. Me apaixonei pelas minhas falhas, pelos meus tantos tons e pausas. E, por favor, me deixa aproveitar esse MEU momento. Me deixa te fazer enxergar que eu não sou descartável e que eu me amo! Pode rir, eu não me importo! (Não mais!). Não vou fingir ser o que não sou. Não sei até onde eu vou. Não sei o quanto eu aguento. Não conheço meus limites e meus medos. Tenho pouca regra. Mas eu não posso mais me enganar. Não posso fingir que a vida anda um conto de fadas, que eu não me importo com a MINHA PELE, que estou sempre com a alegria estampada na cara e o café na mesa. Não posso. Não quero. Não suporto. Eu não sou sempre ponto de apoio e referência. Tenho uma paciência mínima pra esperar e não nasci pra dar sem receber. Não nasci pra receber pouco e me contentar com pouco. Eu quero muito, eu tenho muito aqui dentro e não vou mais me submeter a histórias mal-contadas e falta de compromisso. Pode parecer bobagem, mas eu tenho um coração que ainda bate (sabia?), um coração que ama, sofre, chora e sente. Um coração que um dia quase acreditou no seu olhar de promessas e na sua meia-verdade. Sim, eu dei meu coração de bandeja. Sonhei, fiz planos, depositei as minhas melhores intenções e o meu melhor sorriso em você. Mas não tem nada, não. O tempo está em nossas mãos, escorre entre os dedos e tem a solução para todos os nossos problemas.
Ah, mas - quer saber? - a verdade é que a solução tá dentro da gente. Porque o tempo corre. E a vida me chama!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
.Obrigada.

Preciso repousar minhas linhas..
preciso repousar meu coração.
Obrigada a quem já veio aqui algum dia...
A quem dividiu linhas e mais... momentos comigo...
Principalmente Glau e Cris...
Quem sabe eu volte, quando a felicidade deixar de ser um produto da classe burguesa e o amor for algo mais do que um felizes para sempre na última página de um livro.
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