SONHOS SIMPLES

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Da companhia eterna


Não me lembro de alguma vez tê-la chamado de amiga...
Certeza sempre constante de que a cegonha se perdeu em algum caminho e deixou uma em cada casa e precisamos de meia vida para o real encontro.
Eu já sentia sua falta muito antes de vc existir irmã.
Sentia falta de alguém que me olhasse com tanto amor que chegava a me comover, alguém que desse a mão no precipício e fosse capaz de falar: Se vc for, eu vou.
Ah como demorou... acho que irmãos de sangue são realmente pau para toda obra, mas não são carinho para toda hora não... não mesmo.
O cotidiano altera os componentes sanguineos.
Carol é tudo pra mim! É aquela que eu posso passar um mês sem falar, mas se precisarmos uma da outra, pode saber: o telefone vai tocar. E mesmo se não precisar, não aguentamos muito tempo longe.
Tenho uma preocupação fora do comum com Carol, menina boa demais e acha que todo mundo é assim... e não são. Tá cheio de maldade por ai... e me arrepia o fato de alguma delas te afetar, como já aconteceu.
Minha irmã, eu te amo e não sei dimensionar como meus dias são mais tristes sem a nossa convivência diária.
Siga sempre firme minha irmã e quando não estiver tão iluminado, me grita.
Estarei do seu lado. 

"Seja como for... deixa acontecer"

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sempre pinta uma canção que fala por mim

Perdi a hora, lamento
Se tudo pode ser melhor
Ainda dá tempo
No tempo certo vou chegar
Sem pressa, sem despertador
A vida é nova
Novo é o lugar
Que a boa hora traz
Nesse incompleto vem e vai

Se o começo é o fim
Não faz mais diferença
Se tudo está por um triz
Não faz mais diferença
Se isso é bom ou ruim
Não faz mais diferença
Nem sempre alegre e feliz
Mas faz, faz diferença

Não vá. Me dê mais um tempo
Deixei pro fim o que é melhor
Se for, eu entendo
Só vim aqui para agradecer
O que a gente dividiu
A vida é boa
Bom é o lugar
Que a nova hora traz
Nesse incompleto vem e vai

Do que é ruim eu me esqueço
O bom eu quero mais
Na tristeza eu quero avesso
Agora quero paz
Saiba que todo fim
É um recomeço
Pra nossa vida quero amor
O resto eu desconheço

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Do que tarde, mas não falha...

Já estou começando a rir das baboseiras que escrevi aqui.
é que de repente as máscaras caem, ai já viu... natural mesmo.
Ando achando até que o bom perfume era coisa da minha cabeça.
Que o papo era muito chato e deprimente.
Que os cometários ganhavam fácil o troféu: MAIS RETARDADO IMPOSSÍVEL.

E como ele se achava... ainda bem né? Porque eu é que não vou perder meu tempo procurando por ele hohohohoho.
Mas eu não acho motivo para tanto "achismo"

Peguei irca.




sábado, 23 de janeiro de 2010

Das paradas

Precisava urgentemente parar e observar.
Então parou e observou, reação tipicamente virginiana.
O que viu não agradou... uma bagunça, tudo fora de ordem, tudo deslocado... 
Como a gente faz pra perdoar o imperdoável?
Como a gente faz pra não complementar toda essa bagunça com uma confusão louca de sentimentos ruins?
Ele era o príncipe, mas resolveu atuar como o bobo da côrte...
Ele provocou essa bagunça dentro dela... e dentro dele também está assim.
Só que nela doeu ser deixada como uma criança sozinha numa multidão, mesmo que sem poder, ele dava um rumo na vida sem graça dela.
Não demorou muito para as pessoas engrandecerem sua coragem, sua força, sua garra, seu profissionalismo, suas capacidades, sua beleza...
Pra que tudo isso se ela só queria viver?
E o que ele queria viver? 
E de repente, não mais que de repente, aquela alegria toda foi substituida por um semblante fechado, ríspido, cansado... ele ficou diferente também.
Ela pode mudar e ser melhor, ele será sempre aquele cara que teve a possibilidade nas mãos, mas não fez absolutamente nada...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Carta de adeus à Psicologa do Esporte e aos atletas.

Minha querida,
chegou a hora do nosso adeus.
Confesso que sentia que ele estava nos rondando e me sentia assustada por isso... o fim sempre deixa algum rastro, nos proporciona algum sinal.
Lembro da primeira aula de quinta - feira na faculdade com o Marcelo Beckert, e durante a nossa apresentação, Roberta me apresentou e disse:
- A Mariana quer ser psicóloga esportiva.
Era a delícia dos meus 20 anos e do primeiro semestre, já que optei por não entrar na faculdade assim que deixasse o ensino médio.
Marcelo me olhou nos olhos, sorriu e desde aquele dia sempre que nos encontrávamos no corredor e ele cantava "pan pan pan paaaaan" e fazia embaixadinhas. Marcelo faleceu no final daquele semestre e eu perdi um dos meus grandes incentivadores.
Depois veio Renata, parceira que me chama até hoje de "fiel escudeira" e hoje só escrevo abertamente sobre nosso fim porque já comuniquei essa decisão para ela.
Manoel voltou de Ohio disposto a me adotar como pupila, trabalhamos juntos no basquete, foi demais.
Ronaldo eu jamais esquecerei, um dos melhores técnicos de basquete do Brasil, mas que optou por uma carreira acadêmica e eu aprovo. Ronaldo me colocou para dar aula na Universidade Católica de Brasília, sentar no banco o durante os jogos... ele se importou comigo, ele acreditou na gente como os outros citados acima.
Só que nós não podemos mais continuar.
Eu preciso crescer em vários sentidos e dessa vez eu aprendi que ser honesto e viver dessa forma vale muito!!!
Acontece que no Brasil as pessoas se esquecem que para chegar no outro lado da margem é preciso nadar.. e que esse percusso é muito importante, juntamente com os fatores que o cercam...
Não há muito lugar para a gente entende?
Então preciso te deixar... preciso me desligar desse amor platônico tipicamente adolescente que sinto que nutri por você todos estes anos.
É inadmissivel que haja essa desvalorização por pessoas que não apresentam qualquer tipo de deficit intelectual ou cognitivo, apresentam na verdade um deficit emocional que fica claro quando chega a hora de competir, mas talvez seja feio admitir fraquezas e receber ajuda especializada... os seres humanos ainda são muito complicados.
Por isso, quero trilhar outro caminho. Quero ter meu trabalho valorizado por quem realmente assume que precisa do meu esforço.
Hoje, vou embora de forma leve, sabendo que fiz tudo que podia para que você fosse valorizada junto a mim.
Eu desejo que você cresça e se mostre cada dia melhor. Eu infelizmente não posso mais te acompanhar e esperar por esse dia.
Aos atletas... sou capaz de lembrar de cada um deles, principalmente no último jogo quando ** José, Pedro e Daniel ** me agradeceram por tudo que fizemos por eles naquele campeonato.
Sou eu que agradeço a cada um desses atletas que em nenhum momento deixaram de acreditar em mim, até aqueles que me receberam com um certa desconfiança e receio. Provei muito para eles, quebrei reações adversas com um simples sorriso.
Foi mágico.
Mas vamos seguir um caminho mais real e estável, mesmo que não seja estável emocionalmente, pois ai está a grande sacada da criação do vínculo terapeutico na minha opinião, também precisamos entregar um pouco do nosso coração para que o processo terapeutico seja iniciado.
Obrigada de coração por tudo.
Adeus,

Mariana Moura

** Nomes alterados para sigilo da identidade **

domingo, 17 de janeiro de 2010

E eu parapapapa gostava tanto de você...



Queria me desligar dessa história que começou a ser escrita exatamente há um ano.
Essa hora eu já estava sentada na varanda tomando vinho com minha irmã, segurando a toalha branca que ele jogou do palco pra mim, arrisquei e chamei pelo rádio... uma voz calma e animada disse entre outras coisas:

- Sexta eu quero te ver. Um beijo pra sua família. Fica com Deus.

Um ano depois, eu seguro uma lágrima que teima em cair, eu deveria deixá-la cair sim... como forma de homenagear tudo que fomos.
Acho que esse tipo de amor é o mais difícil de ser desligado, porque foi conquistado nos pequenos gestos, nas pequenas atitudes.
Nossa!! Como eu gostei daquele cara. Sinto até um aperto no peito só de lembrar... um aperto na garganta também.
Tenho certeza de que não vivemos tudo que tínhamos pra viver... sabe quando a gente tira o bolo do forno antes da hora? Quando o tempo só escurece, mas não chove?
Fica pela metade.
Sinto que abuso das palavras quando falo da saudade que ele me desperta, fica clichê por ser constante.
Lembro de quando antes do primeiro beijo (em pleno carnaval) ele me disse o tempo ia parar. Naquele instante eu girava, hoje não há mais esse movimento, estou estática buscando apenas uma linha reta, mesmo não gostando de andar assim.
"Meu carnaval jamais será o mesmo sem você"

Ele vive uma outra realidade ou continuo com meus sonhos grandes, aguardando o capítulo em que ele sairá de cena. Acho que vai demorar.
Sinto que fomos infantis, nos aborrecemos com coisas que não causamos, mas que nós tinhamos que pagar o preço delas... foi caro. Muito caro.
Banho bem quentinho para levar as lágrimas, deixei-as cair... preciso sentir que tudo acabou, aceitar que tudo aconteceu na hora errada.
E que nossa estória agora é só estória.

"Dei um aperto de saudade no meu tamborim"

"Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé"


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dos fatos comprovados

O meu coração tinha muito medo da queda.
Consequência da espera constante de pessoas que aparecem do nada e de repente dividem conosco a nossa cama dia sim, dia não, dia não, dia não, dia sim, dia que der...
Nessas horas é possível perceber claramente que a paciência é um fio frágil.
Ligar é proibido!! Dá na cara! E tudo que eu não preciso é isso... aparecer além do que devo.
Então vou colecionando promessas não cumpridas, desembarques inexistentes, espera em vão. E por diversas vezes aceito tudo por merecimento, afinal de contas a falta de respeito próprio é grande demais para ser suportada. Mereço as lágrimas que detonam meu rímel MAC, mereço usar meu Victoria's Secret só pra mim às vezes; mas todas já é demais, mereço gastar todo o Jean Paul Gaultier comprado para os momentos mais especias; mas na verdade ele está cada dia mais cheio... e nem são as lembranças vividas cada vez que o vidro é observado, é de conteúdo mesmo.
A verdade é que a gente sempre se perde no meio do caminho, a gente sempre vai esperar mais do que a pessoa pode dar, a gente sempre vai esperar ter uma lugar na vida alguém que não pode nos guardar nem no coração... e esse dia nunca chegará.
As pessoas atropelam seus desejos, vivem se enganado por suas escolhas feitas impetuosamente, são até capazes de se punir por isso e viver uma vida cheia do tropeços, mas não são capazes de mudar de vida, de mudar de foco, de meter a boca no trombone manda todo mundo se f&*%#.
É vergonhoso. Mas é a mais pura verdade.
É hilário! Dou risada da minha impotência diante disso tudo, do meu silêncio ao vê-lo partir, do fato de que ele não saiba quem realmente é.
O que fazer além de rir? No meu caso nada... eu aprendi a resolver minhas dores, com as dores daqueles que não querem resolução, sou egoísta mesmo e deixo totalmente de lado, "o que não tem solução, solucionado está".
E desse jeito vamos seguindo, porque com certeza sempre tem festa lá fora, mesmo não sendo a melhor canção, vamos dançar...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Do que me encanta.

Ando numa positividade louca!!!
Sorrisos saem naturalmente e de graça!!!

Tô amando tanto viver que fico até com medo, sabe?
Tá tão bom...
Meus dias estão repletos de fé e preces.

Uns dias antes, ainda em 2009, eu achava que no dia 4 de janeiro eu ia derreter de tanto chorar... um no que eu estava indo morar em São Paulo... e nada deu muito certo, nada mesmo! 
Mas valeu a pena... aprendi tanto na cidade cinza.

Só falta um escapulário.. dei o meu de estimação para um carinha ano passado e ele perdeu...affff!!! Se arrependimento matasse, tava caída já!

E como escapulário tem que ganhar, tô deixando a dica para as amigas...rs

Vamos que vamos!!!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Do que não faltará!

Tudo que supostamente fará bem e não machuque, merece ser arriscado.

Banho "Sai Zica".
Fitinhas de várias cores amarrada na calcinha.
Sete uvas (sem caroço, porque eu sou fresca e engasgo).
Motivação ao extremo.

Acho importante esse sensação e a possibilidade do recomeço que só a virada do ano nos oferece. No meio do caminho pode pintar, mas não há essa celebração e essa positividade. 
Fechei bem o ciclo de 2009! Ufa... foi tão penoso. Mas fiz minha parte todas as vezes, até o último minuto.
Não quero limitar minhas emoções em 2010, a vida nada mais é do que viver cada coisa que acontece. 
Quero pisar em solo firme que aguente os meus passos e se possível me acompanhe.
Quero criar expectativas mesmo que não dê em nada, acordar e dormir sonhando com um sorriso e não me punindo quando isso vier a acontecer.
O mundo está cada dia mais vazio de sensações e surpresas deliciosas, de coisas simples, quero cooperar para que ao menos as pessoas que estão ao meu alcance não sejam afetadas por essa sensação.

QUERO ME EMBRIAGAR DE VIDA E DE MOMENTOS INESQUECÍVEIS...

Seja bem vindo 2010!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sessão de exorcismo.



Poderia ser mais uma chegada qualquer em casa depois de um encontro com uma amiga.
Mas hoje foi diferente.
O Zico fez festa como sempre, abri a geladeira e peguei um vinho, dei risada ao receber  um torpedo da minha irmã que dizia: "Como vc estava gorda em 2005! Estou vendo fotos antigas do meu aniversário. Parabéns vc está ótima.", me joguei no sofá branco com o vinho, liguei o computador e resolvi passar tudo a limpo... reli todos os e-mails e por um instante tive vontade de cobrar uma "promessa" que dizia: AMIGOS PARA SEMPRE... é, não restou nada disso, revi as fotos do casamento... dele e dela, revi o vídeo, revi também o vídeo gravado no show que nos "conhecemos", lembrei de conversas no telefone, lembrei de conversas no MSN, lembrei de conversas cara a cara, dos passeios, dos almoços, do sexo, da pegada, do beijo, da mão no meu cabelo na fila do Mc Donald's, ouvi as canções do CD que gravei para ele e não entreguei...
Aproveitei que estava sentada e coloquei minha cabeça entre os meus joelho e chorei... chorei pra renovar, chorei porque doeu, chorei porque tive raiva de mim, chorei porque amei, chorei porque nunca mais vou chorar por ele.
Coloquei uma música, que pra mim é a nossa música na maior altura (Uirapuru - Fino Coletivo), dei risada da minha idiotice até me sentir pequena e insignificante, incapaz e desnecessária...
Desejei um recomeço impossível, pela primeira vez desejei também que ele não fosse casado, desejei não ser tão egoísta...
Queria os olhos pequenos, o sol que HÁ naquele sorriso, a cara amarrada, o rosto às vezes cansado da estrada...
Saudade de ouvir meu telefone tocar e a voz doce invadir meu ouvido e meus poros..

POR QUE TODA ESSA MERDA TINHA QUE ACONTECER? POR QUE?
POR QUE ELE É MAIS UM IDIOTA DESPREZÍVEL? POR QUE?
POR QUE EU FUI GOSTAR DE ALGUÉM COMO ELE?

Nunca vou saber... 
Vivo meus dias de férias buscando ocupar todo esse ócio quando na verdade queria estar acordando cedo pra dar uma volta na Lagoa, buscar as frutas na Cobal de Humaitá e comprar um girassol amarelo, levá-lo e buscá-lo no aeroporto (mas também ser empurrada no carrinho de mala), arrumar a casa antes dele chegar, aconchegar a cama antes de preparar um banho, arrumar o cabelo, usar meu melhor vestido, cuidar da geladeira (preciso fazer isso na minha amanhã, inclusive), regar as plantas, mandar um torpedo de saudade, deixar bilhetes apaixonados na cabeceira da cama antes de ir trabalhar no Flamengo, ir a um bom cinema e restaurante, pedalar pela orla, sorrir ao sol...

Assumo! Com esse cara eu quis rotina, promessas de felicidade e fidelidade, amor público e declarado, andar em frente, ver os cabelos ficarem brancos e a coluna curvada... lembrar do remédio de memória para ele nunca me esquecer, vê-lo esquentar água para colocar nos pés quando eu estivesse gripada, ter ou não filhos, cachorros grandes ou pequenos, almoço em família domingo, amigo oculto no Natal, café na madrugada, cafuné, parceria quando a idade chegasse, risada na varanda da casa da Carô no Guarujá, risadas na nossa varanda, divisão de medos, diminuição de conflitos, abraços apertados seguidos de declarações do tipo: "não larga da minha mão nunca"...

Mas, ele fica em 2009, não posso seguir com ele aqui, permeando sonhos e desejos... 

"pode ser cruel a eternidade"